FANS DO TURCA

domingo, 26 de julho de 2009

MEMÓRIAS DO TURCA - Meritocracia Inquestionável.

Nas empresas com foco em resultados e sempre preocupadas com a qualidade de vida de seus funcionários, nós podemos sempre escutar histórias de sucesso profissional que normalmente somente encontramos nas revistas, cinema ou livros.

Eu tive a alegria de presenciar a história de uma antiga parceira de trabalho que em 1 ano foi promovida três vezes, duas pela mesma chefe!

Ela tinha um corpo escultural em formato de monte Everest e sua pele tinha muitas erupções cutâneas , mas sua característica principal eram seus pezinhos de Bicho Preguiça.


Uma belíssima profissional muito bem conceituada por seus gestores.

Sua principal qualidade era “Fritar” os pares, expondo-os aos superiores e levantando os podres de cada um.

Conseguiu notoriedade ao longo deste período e era uma pessoa muito querida.

A empresa que ela trabalhava, uma grande financeira que existia no país era muito organizada e ágil, demorou apenas 45 anos para verificar no detalhe as despesas de cada uma de suas unidades.

O Diretor da época um renomado especialista do mundo de aluguéis de Dvds para locação, foi contratado para tomar conta de 200 unidades especializadas em empréstimo pessoal e decidiu verificar a linha de despesas com táxi de suas lojas.



E foi mais ou menos assim:

1º R$ 200,00
2º R$ 350,00
3º R$ 275,00
4º R$ 35.245,00
5º R$ 320,00
6º R$ 210,00

Diretor: O QUÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! Volta no 4º.

Qual não foi minha surpresa que a 4ª era justamente minha amiga pés de Bicho Preguiça. Pegou um táxi de São Paulo a Nova Zelândia e voltou 3 vezes.

O Castelinho caiu, a Chefae ficou com cara de Brioco violado e os demais riram até perderem toda a sensibilidade das bochechas.

Foi limada, por justa causa, colocou a empresa no “PAU” e misteriosamente apareceu com uma ECOSPORT ZERO KM

Depois deste episódio a Chefe aprovava de compra de papel higiênico a lápis borracha!

Sinto saudade de conversar com minha amiga Maníaca do Táxi, ela tinha uma bela cultura, não sabia quem era KING KONG, em seu vocabulário todas as frases apresentavam citações a órgãos masculinos e alguns amigos a utilizavam como moeda de troca para casas de Swing.

Um verdadeiro Dólar furado!


Fim de Papo.

Agradeço ao Mestre Renô pela lembrança e sugestão deste emocionado Texto.



O TURCA

MEMÓRIAS DO TURCA: Trajes de Gala nos aeroportos.


Eu me lembro que até uns 7 anos atrás, viajar de avião era praticamente inconcebível para os pobres ou até mesma para a classe média.

Eu mesmo quando viajei pela primeira vez quase chorei de alegria e de desespero.

Hoje em dia com as crescentes promoções e concorrência acirrada entre as POUCAS companhias que temos, viajar de avião ficou mais real e possível para uma grande fatia da população que jamais imaginou que um dia isso seria possível.

Com todo crescimento sem estrutura, começaram as crises aéreas e afins. Assunto bastante relatado em meus primeiros textos neste blog.

Enfim, em minhas várias viagens mensais, não pude deixar de notar o maravilhoso desfile de moda dentro dos aeroportos.

Eu me lembro do tempo que não é tão distante assim, que as pessoas colocavam seus melhores trajes para viajar. Até mesmo de ônibus.

Não sei oque aconteceu, mas ultimamente sinto-me no SHOW DE HORRORES.

Vou relatar algumas das Barbaridades que mais me enojam , começando da mais leve para a mais pesada, aquela que me faz vomitar cacos de vidro e pedaços de madeira podre.

1 – Camiseta regata e Bermuda: Cidadão parece que saiu direto da praia para o avião.
Fica com aquele sovaco peludo encostando-se na poltrona e nas pessoas. Um verdadeiro Puto.

2 – Cabelo de óleo: Algumas garotas aparecem com aquele cabelo em que é possível extrair óleo vegetal para fritar um ovo. Elas encostam a cabecinha na lateral do avião e quando levantam fica um lado amassado e o outro normal. Linda!

3 – Perfume de Gardênia:
Tem aquelas coroas que não tomam banho há 6 anos e se banham com aquele perfume de 1943. Seu estômago dá três nós e você tem vontade de enfiar uma faca no olho.

O Melhor de todos, aquele que me dá vontade de pegar um ralador de queijo e ralar minha cara inteira até a hora que ficarem os ossos da minha face em evidência.

4 – Chinelinho de dedo com pé sujo: É um pavor, horrendo e enojante. Homens e mulheres com aquelas havaianas ou coisa pior, aquelas unhas de bicho preguiça velho que tem aquelas ranhuras na ponta e são amareladas.
O Calcanhar mais rachado que o solo do sertão nordestino e entre os dedos coisas que se parecem com verduras. Devem ser fungos.
Não foi apenas uma vez que vi esta cena. Foram várias.
Se um Ser Humano é assim em uma viajem, imagina em casa. Aliás, imaginem a casa do desgraçado ou desgraçada.

Como diria minha avó! É O FIM DOS TEMPOS.

Fim de Papo.

O TURCA.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PAGUE PARA ENTRAR E REZE PARA SAIR.


Fui convidado por uma amiga do trabalho para ir a uma festa no último sábado em uma casa noturna em São Paulo conhecida por tocar músicas dos anos 80.

Lógico que agora após os 30 anos, este tipo de entretenimento acaba me interessando.

Esta casa noturna tem duas unidades e eu já tinha freqüentado uma delas e tinha gostado.

O único problema é que o convite era para a outra unidade localizada no centro de São Paulo.

A região é reconhecidamente freqüentada por pessoas alegres que gostam de brincar com seus bumbuns ou fazer colagens com velcro.

Refleti bastante, criei coragem e resolvi ir para conhecer o Chamado mundo GLS.

Enquanto eu estava na fila da casa noturna fiquei observando a casa noturna da frente.

Uma fila gigantesca estava formada do lado de forma.

Até aí normal, a única peculiaridade é que a fila inteira era de homens. Eram mais de 200 homens.

De todos os tipos, velhos novos, gordos, magros, pretos ou japoneses.

Alguns de mãos dadas outros já se pegando na porta do local.

O nome da festa que estava acontecendo lá era dedicada aos chamados URSOS, vejam a propaganda abaixo.

Eu não me esqueço da cena de um Gordo de um metro e oitenta, negro de mão dada com um japonesinho bombadinho de academia.

Eu já comecei a ficar num desespero desgraçado.

Na porta da casa que eu estava, uma placa informava :



Respirei fundo e entrei.

A casa tinha dois ambientes.

A Pista era pequena e havia um mezanino maior.

Fiquei na pista até umas duas e meia da manhã. E até lá não tinha visto nenhuma barbaridade além de alguns viadinhos rebolando.

Foi a única casa noturna que quando o DJ gritou :

Quem é São Paulino aí ??


A Casa quase caiu !

Bem, minha amiga chegou e a pista estava insuportável de apertada.
Resolvemos subir ao mezanino para escapar.

Foi uma tragédia.


O Ambiente era escuro demais e por volta das três da manhã a cobra começou a fumar.

Meu Deus, ali não tinha anjo da guarda do lado de ninguém. O Meu deve ter ido lá para Maceió.

Parecia uma festa do Calígula, ninguém era de ninguém, homem com homem, velho com novo, preto com anão, japonês com gigante, mulher com velha, velha com ninfeta. Uma promiscuidade dos Infernos.

Eu já estava quase me jogando de lá quando por volta das quatro ouvi dois rapazes atrás de mim iniciando uma conversa.

Quando eu virei para ver quem era, já estavam se pegando.

Estavam se pegando aos beijos com mordidinhas na orelha e carinho no cabelinho.

Os caras eram jovens e poderiam sair com as mulheres que quisessem.

Enquanto isso o papai deve estar em casa contando para os amigos que o filho é um tremendo pegador.

À minha direita uma salinha fechada com uma cortininha preta e lá dentro devia estar acontecendo Barbáries. Era um entra e sai desgraçado.

Esse foi o golpe de misericórdia, sai de lá correndo com meus olhos derretidos pela fumaça de cigarro e meu pulmão fumegante cheio de cinzas.

Agradeço à minha amiga Sol pelo excelente convite. Conheci um local maravilhoso que não passo nem na frente nunca mais na minha vida
Só serviu para tema deste magnífico texto para o BLOG.

Bicharada do Caralho !!!

Fim de Papo.

O TURCA.

O TURCA E A CACHOEIRA DE BARATAS !

Certa vez meu pai apareceu em casa com uma maravilhosa notícia.
Tinha acabado de comprar um automóvel.

Naquela idade os pais de todos meus amigos tinham carros novos era uma tremenda competição para saber qual o pai que tinha o melhor carro.

Meu pai, um homem bastante ganancioso, sempre fez questão de ter os piores carros do Bairro.

Cada vez que ele trocava de carro eu ficava apavorado pois, para ele, pior não tinha limites.

Foi quando ele me apareceu com um carro que eu NUNCA tinha ouvido falar.

Um DODGE Polara velho que Deus me livre. Obrigado Pai.



Eu não sei onde ele foi achar aquela desgraça. Eu estava desesperado pra que ninguém visse aquela tragédia.

Meus vizinhos viram, mas tiveram a dignidade de me poupar das risadas. Pelo menos na minha frente.

Ainda extremamente feliz pela nova aquisição da família, certa noite, meu pai me aborda e pede que eu vá até o carro e jogue um pouco de veneno no mesmo.

Sem entender ao certo, perguntei o motivo e meu pai disse que tinha avistado uma pequenina barata andando pelo assoalho do carro.

Há muitas coisas que me dão vontade de me jogar de um prédio ou de amarrar uma corda de nylon no lustre e me enforcar.

Dentre elas estão o Time do São Paulo, Meritocracia Inquestionável e em primeiríssimo lugar as Baratas, especialmente as voadoras.

Não tenho problemas com ratos, cobras, morcegos, aranhas ou pombos, mas as baratas realmente me deixam desesperado.

Isso se deu quando ainda criança tinha que conviver com os chiliques da minha mãe cada vez que via uma rastejante e lógico que cresci com a mesma Fobia. Obrigado Mãe.

Diante daquele pedido do meu pai já fiquei tenso.

Estava com um frio na espinha desgraçado, mas criei coragem quando disse que era apenas uma “ PEQUENINA e INFIMA filhote de barata anã “.

Mesmo assim, coloquei meu uniforme que consistia em uma camisa transformada em máscara para não inalar o veneno, uma bermuda e um chinelo.

Peguei minha arma, uma Bomba de Fritz, carregada do produto nuclear capaz de matar uma população inteira de Baratas.


Fui até a garagem e comecei a matança.

Totalmente despreocupado com a PEQUENINA barata, mandei bala no carro inteiro.
Foi veneno no painel, câmbio, bancos, carpete, teto, motor, rodas, pedais e por último resolvi jogar no porta malas.

Abri o porta malas, joguei o que faltava do veneno.
Nessa altura eu já estava vomitando sangue com o cheiro do veneno.

Estava tudo indo bem até que pelo rabo do olho percebo algo no chão do meu lado direito.

E não era pequeno.
E não estava morto.


Era uma linda barata adulta e sadia.

Fiquei congelado e já ameacei fugir de lá. Porém a distância que ela estava era razoável para que eu fizesse isso com calma.

O que eu não contava é que em meus pés já haviam mais 5 delas e sem parar uma atrás de outra iam caindo do carro do meu pai que tinha o assoalho todo furado como um queijo.

Era uma cachoeira de baratas assassinas africanas.

Sai de lá desesperado e gritando para a rua com aquele figurino que relatei. Uma vizinha levemente gostosa que era a fim de dar pra mim tomou um susto desgraçado pois eu estava parecendo um Terrorista misturado com mendigo fedendo veneno.

Era Barata pra todo lado.

Entrei correndo em casa e fechei todas as portas e janelas com o coração na mão !

No dia seguinte meu quintal estava forrado de baratas mortas. Parecia o massacre da Candelária ou a guerra do Vietnã.

Nunca mais entrei naquele carro amaldiçoado e continuo com horror a Baratas até hoje.

Bicho do Capeta !

Fim de Papo.

O TURCA.